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Eu como um grande amante do esporte, claro, mantenho minha rivalidade sempre no topo, quando se fala de Argentina, seja contra nossa seleção brasileira, ou mesmo contra nossos times quando disputam a taça Libertadores da América. Mas de uma coisa eu confesso admirar nossos “arquirrivais” – O incentivo aos jovens para ingressarem no ensino superior.

A matéria exibida hoje, dia 20, no Jornal Hoje, dizia que das 103 instituições de ensino superior na Argentina, 85 são públicas, sendo que a maioria localizada em Buenos Aires. O país “declara” o aceso irrestrito às universidades. De todo esse investimento do governo pode-se perceber os grandes resultados, se comparado ao Brasil. Uma faculdade de desenho gráfico na UBA, a Universidade de Buenos Aires, não custa nada. Em São Paulo, a mensalidade pode custar até R$ 2.500. Os custos que o estudante precisa arcar são com transporte, alimentação e moradia.

O principal desavio para quem quer cursar um curso superior na Argentina é sem dúvida alguma, segundo os vários brasileiros, o idioma. A maioria prefere começar, em aulas, a falar castelhano, para isso, existem empresas que ajudam estudantes antes de ingressarem no ensino superior. Há também um “detalhe”  que precisa ser esclarecido, alguns diplomas da Argentina não são aceitos aqui no Brasil, outros precisam passar por avaliação, por exigência. Então é melhor ver quais as orientações do MEC. Você pode saber isso clicando AQUI.

Escrito por Antonielson Sousa
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Soneto do amigo

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...

Vinicius de Moraes

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Pergunto-me, “desnecessariamente”, se é possível encontrar alguma razão lógica para toda essa dor que invade minha pele.

O que aconteceu? Não consigo encontrar nosso caminho, o mesmo daquela tarde de sexta feira. Acho que me perdi nas frações dos nossos passos.

E toda vez é a mesma coisa. 

Como ser de acordo com tais escolhas? 

A vida não me permite tocar o tempo e não aceita negociar condições. 

Não tenho dúvidas quanto ao que temo, porque temo o quanto posso. Ora, minha lucidez é a própria demência desgastada com as incertezas que não param de nascer dentro de mim.

Pudera eu gritar e obter respostas, sonhar e tê-la em meus braços, pensar e voltar a tocar teus lábios, mas não... Tudo está além das minhas forças. 

Impossível conseguir explicar o quanto é difícil não reconhecer teu perfume, ou mesmo não poder tocar teu rosto. Não consigo nem mesmo entender porque as coisas teimam em seguir na contramão do que quero.

Poxa! O que há de errado?

É exigir muito sentir-se vivo outra vez? 

Não sei quando retornarei a sentir o vento deslizar em meu rosto, nem quando minha angustia será ouvida, mas posso afirmar, serei eu e mesmos desejos, eu e minhas verdades, eu e minhas lágrimas. Por algum tempo esse será eu. Por algum tempo.

Crônica Escrita por Antonielson Sousa 

Sempre surgimos com essa ideia de “pensei já ter visto tudo”, depois de vermos algo novo, provavelmente impressionante, ou absurdo. É, eu sou mais um nessa “estatística”, se é que se pode considerar assim.

Moradores de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, estavam cansados de tanto assalto em um dos bairros da cidade e resolveram deixar uma mensagem aos assaltantes: “Senhores assaltantes, mudem de bairro. Aqui todos já foram assaltados”, diz o outdoor.

O mais bizarro é a generosidade da população, ou dos responsáveis pela frase. “Mudem de bairro”. É claro que eles parecem desesperados, mas e o que as pessoas dos outros bairros têm a ver com isso? Ora, puseram a primeira ideia que veio a cabeça sem se importar com a consequência da mesma?

É essa cultura de se importar “somente” com nós mesmos que nos destrói lentamente.
Girando para outro lado, nos esbarramos na rotina pacata de sempre e sempre cobrar do poder público, e raramente obter resultado, quando obtido, longe de nossas necessidades ou expectativas.

A frase deixada no outdoor realmente não é lá nada amigável, mas é uma consequência criada depois do grito silencioso de quem precisa de ajuda e não consegue ser visto e ajudado. Uma realidade bem mais longa do que se imagina.

Ainda há muita coisa a ser mudada em nosso país, inclusive a imune sensação de impunidade. Não se pode ter “leis” se os que a criam são inclinados ao erro; não se pode ter liberdade, se os que a querem vivem cercados de grades pintadas pelo medo e insegurança; não se poder ser feliz, se tudo a nossa volta está em lágrimas.

Crônica: Antonielson Sousa
Postado também no blog PULOU FORA



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Distancia...
Ah meu mal.
Como disse o gênio: “Já estou cheio de me sentir vazio”.
Que droga de sensação!
Não sei o que me tem ao certo,
Mas estou morrendo, é o que posso afirmar.
Oh, menina, porque faz isso comigo?
Não tenho mais sossego.
Perdi a calma, a alma, a percepção.
E fico assim, ausente de mim,
Ausente de você, ausente das certezas.
Um desafio sem trégua.


Antonielson Sousa
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Ok! Deixo você insistir nesse “drama”, se é assim que você quer. Pudera eu fazer o contrário.

Mas já é tarde, muito tarde, e de nada adiantaria continuar gritando e gritando sem parar.

É como se não nos reconhecêssemos mais. Como se tudo estivesse escurecendo lentamente.

Nessas horas fecho os olhos e procuro alguma resposta entre o silêncio barulhento do meu pensar. Maneira dolorosa de se querer entender os fatos.

Todo mundo se perde alguma vez na vida. “Não somos fracos o bastante, nem fortes o suficiente”. Algumas vezes nos tornamos o espelho que reflete a imagem, outras vezes a própria imagem, mas nunca quem realmente somos, porque sinceramente, todo mundo é apenas conclusões de si próprio, e essas  mesmas conclusões se perdem seguindo os passos do tempo, que é sempre bem mais rápido.

Eu poderia permanecer assim com os olhos fechado, desfrutando dessa sensação que me resta, mas acho que não posso ficar tentando confundir a lógica. Ou eu me encontro agora, ou me perco para sempre.

Crônica Escrita por Antonielson Sousa

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