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14 de dez de 2010

“O diminuto instante entre dois olhos”

De repente virei o rosto e dei meus olhos em você, naquele exato instante. E tudo estava tão claro, tão óbvio. Mas era apenas meu fértil intento.
O momento resolveu nos apresentar, desconsiderando nossa distancia, nossa incerteza, ou diria, nosso exagero.  De talvez achar que estávamos no lugar e na hora certa, “uma poesia encantadora”, mas não irreal.
Tua atitude incerta de querer tirar os olhos de mim, ignorando a vontade evidente em você, me contagiou. Senti vontade de sorrir, mas me contive. Resolvi resisti e insisti em olhar teus perfeitos traços.
De repente tua serenidade inata enlevava-me e confundia todas as minhas certezas.
De repente acreditei que toda essa ocasião tinha algum motivo, uma explicação, mas confesso que ainda não descobri nada. Nem sei se quero ou se posso...      
De repente, o mesmo instante que nos mostrou, resolveu seguir a diante, levando-a, insanamente. Restou apenas teu inconfundível sorriso como a única resposta para tudo o que sentimos e nada mais.
As lembranças talvez se resumam em tua indecisão, teu medo, tua certeza e incerteza, nossas saudades e claro, teu majestoso sorriso. Teu doce sorriso. Infelizmente apenas isso.

Crônica escrita por Antonielson Sousa

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