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19 de out de 2010

Carta ao silêncio


Aqui estou eu, desbravando a madrugada com este lápis na mão e o desejo inquieto de escrever sem parar.
Não verbalizarei esta vontade de tornar meu universo cada vez que traço a ponta desta obra simples, em pão e vinho para minha família. Talvez hoje, eu não precise retalhá-la.
Ora, já sei que meus livros – falo meus, porque eu os tenho, pois ainda não publiquei nenhum – estão cansados de me ver pegá-los, lê-los; algumas vezes repetidamente. A vítima agora é um “pequenino” de 320 páginas. Veio revelar-me alguns segredos íntimos de seu autor – uma previsível mulher. Confesso não apreciar sua galáxia. Um enredo empolgante, mas que de igual modo não me conquistou.
Talvez você pergunte: e o que diacho ele faz em minha casa?
Não torne-se apreensível. Eu mesmo já dirigi esta pergunta a mim. Afirmo que podemos aprender muito mais do que imaginamos com aquilo que não nos faz os olhos brilharem.  
Por isso, deixa-me continuar folheando estas páginas até o sono espantar-me e eu fugir para a costela de minha adorável mulher. Antes contemplar a linda paz vinda de minha querida filha que dorme como um anjo.
Antonielson Sousa

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