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8 de nov de 2010

Crônica - “Ainda posso sentir” - Antonielson Sousa


Se pudéssemos congelar o tempo por um instante e se vivêssemos esse brando momento tão desprezível pela sociedade moderna, entenderíamos o minúsculo detalhe da vida, exuberante e invisível aos nossos meros olhos mortais.
Este maravilhoso espetáculo nos faria enxergar a vida como ela realmente deveria ser vista. Mas ao invés disso, corremos dentro de cápsulas venenosas, atrás de relativos desejos e apenas desejos.
Nossos olhos parecem acostumados a enxergar esta malévola rotina. Estamos presos no palco de nossa própria mente. Prisão imposta pelo cômodo hábito que jazemos.
A necessidade, as vezes, nos transforma naquilo que não somos, mas não nos faz indiferente do que pretendemos ser.
Somos na verdade seres perfeitos, quando limitamos nossos próprios limites. Tal perfeição eu jamais  quero alcançar.
Não há nada em mim que não seja humano, e é esta verdade que me faz andar pelos campos admirando a suntuosa rosa empurrada pelo vento. A nobre dança me faz estender a face para que o ar deslize em meu rosto e eu sinta a vida emergir por minhas veias.
 Caminhamos vulneráveis a este impetuoso relógio, vivendo os mesmos devaneios de sempre. Mas as oportunidades nos são dadas e o poder de decidir está em nossas mãos. O detalhe incisivo está na quase imperceptível diferença entre aqueles que vivem aquilo que acreditam e os que acreditam naquilo que vivem.


Crônica escrita por Antonielson Sousa
06 de novembro de 2010

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